sábado, 28 de abril de 2012

Escolhas....


Segundo o Dicionário PIBERAM da Língua Portuguesa:
eleição 
(latim electio, -onis, escolha) 
s. f.
1. Acto de eleger, votando.
2. Escolha; preferência.
3. Grande perfeição física ou moral.

Com a aproximação dos próximos pleitos eleitorais (ou seriam eleitoreiros??) recomendo a leitura desta singela "análise" do voto obrigatório no Brasil e o que ele pode representar: "DO PORQUE VOCÊ VOTA EM QUEM VOTA?"

Mas também podem ler o que Renato Janine Ribeiro escreveu:
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O ponto forte na defesa do voto facultativo não é o rigor conceitual ou teórico de sua argumentação, mas o que chamei de mal-estar: o incômodo que a obrigação representa. Mesmo eu, que sem ser exatamente um defensor do voto legalmente obrigatório tenho criticado a argumentação contrária a ele, senti-me muito incomodado, quando iniciava a redação do presente artigo, ao ser avisado de que deveria entregar o comprovante de voto à seção de pessoal de minha Universidade – o que, por sinal, não tinha sido exigido nos últimos anos. É importante frisar essa sensação, porque é ela um dos pontos que concentram a reclamação contra o voto obrigatório: a percepção de menoridade que ele passa para os cidadãos. É preciso comprovar, junto ao empregador do setor público, o cumprimento da obrigação legal. Quem não votou na data marcada, por sua vez, precisa ir à Justiça Eleitoral justificar-se ou pagar a multa: nos dois casos, a ida a um cartório, no qual uma vasta documentação é manejada e arquivada, transmite às pessoas presentes uma sensação de futilidade, de gasto inútil de dinheiro público, de controle sobre movimentos e decisões que deveriam ser livres2. É bom lembrar que a imagem pública dos cartórios não é muito positiva entre os brasileiros, e que termos derivados dessa palavra – como cartorial e seus compostos – assumiram nos anos recentes conotação bastante negativa, designando tudo o que é atraso. Assim, embora obviamente os cartórios eleitorais não gerem lucros privados, e o valor da multa seja baixo, o incômodo é grande, e o controle é percebido como algo entre inútil e inaceitável. Inútil, porque os empregados do setor privado não têm a obrigação legal de justificar sua ausência ao voto. Inútil, ainda, porque os que não votaram acabam, muitas vezes, sendo anistiados. Inaceitável, porque a ida ao cartório é vista como a perda completa de um tempo que poderia ser mais bem utilizado em algo útil ou, simplesmente, prazeroso. A dimensão pública, melhor dizendo, cívica passa a ser vista mais como um ônus, uma carga ou encargo, do que como o espaço da verdadeira liberdade, da liberdade coletiva de escolha.
Para ler mais: Sobre o voto obrigatório
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Precisamos parar com a filosofia do "menos pior"; o menos pior ainda é tão ruim quanto os outros!!!!!!!!!!

Acompanhe o Calendário Eleitoral deste ano!

*frankj costa*

terça-feira, 3 de abril de 2012

Carta aos Banqueiros (Autor Desconhecido)

Esta carta foi enviada ao Banco Itaú, porém, devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direcionada a todas as instituições financeiras. Tenho que prestar reverência ao brasileiro(a) que, apesar de ser altamente explorado(a), ainda consegue manter o bom humor.

Senhores Diretores do Banco Itaú,
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc).. Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.
Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.
Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?
Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.
Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço..
Além disso, me impõe taxas. Uma "taxa de acesso ao pãozinho", outra "taxa por guardar pão quentinho" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalism
o, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.
Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de crédito'"- equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pãozinho", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.
Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de conta".
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "papagaios". Para liberar o "papagaio", alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um "por fora", que era devidamente embolsado.
Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos
gerentes inescrupulosos.
Agora ao invés de um "por fora" temos muitos "por dentro".
- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 "para a manutenção da conta" semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".
- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
- Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quentinho".
- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.
Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma!
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.
Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.
Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..
Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, vocês concordam o quanto são abusivas.!?!
ENTÃO ENVIEM A QUANTOS CONTATOS PUDEREM.
VAMOS VER SE MEXE COM A CABEÇA DE QUEM FEZ ESSAS LEIS PARA PENSAREM O QUANTO ESTÃO ERRADOS!!!

sábado, 31 de março de 2012

31 de Março de 2012

 “Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada...
É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio,
palavra indireta, aviso na esquina.”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Você que vem a este blog e lê, sabe que dia é 31 de março?

Sabe que data memorável ele representa na História do Brasil??

Não?!

Bem, dia 31 de março, há 48 (quarenta e oito) anos atrás, foi quando Castello Branco e sua corja depuseram o presidente João Goulart e iniciavam-se os chamados “Anos de Chumbo” da Ditadura Militar no Brasil.

Não pretendo escrever um artigo extenso sobre isso, mas caso você não tenha a mínima ideia do que estou falando, ou lembre vagamente o que aprendeu na escola sobre isso, você pode aproveitar os links abaixo para adquirir (ou melhorar) conhecimentos sobre o tema.







Eu nasci em 1977, portanto tenho pouca vivência na pele com a experiência do Golpe, da pressão da censura e outras coisas tão impregnadas nos Anos de Chumbo. Quando tinha idade suficiente para me tornar ciente e consciente de algo, e talvez caminhar em direção a uma luta pela democracia – ou ao menos contra a ditadura – a Nação já caminhava a passos largos para a Eleição Geral de 1989.
Não posso falar do que não vi, não posso chorar pelo que não vivi, mas posso transcrever as palavras de quem viveu aquele período, e perdeu entes queridos naquela escuridão!

Hildegard Angel chora enquanto é afastada por PM da manifestação em frente ao Clube Militar.
Hildegard Angel chora enquanto é afastada por PM da manifestação em frente ao Clube Militar.

Hildegard Angel


"Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o "31 de Março" e contra a Comissão da Verdade.

Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me, coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.

A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como "Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar". Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou! Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!

Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?

Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontradas, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 - e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.

E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar. "Assassino!", "assassino!", "torturador!", gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.

Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos Pms.

Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: "Presente!". Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão. Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do "corredor", manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha, testemunhando tudo aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.

Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram. Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: "A senhora quer um copo d'água?". Na mesma hora o copo d'água veio. O segurança do Clube ofereceu: "A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? ". "Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada". E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.

A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações? Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos "sonhos impossíveis" ao destemor idealista dos mais jovens?"


Qual a resposta que a sociedade pretende dar à Hildegard Angel? A seu irmão Stuart Angel, a sua mãe Zuzu Angel (fizeram um filme, fundou-se um instituto em sua homenagem - embora não sei se pode ser levado a sério um instituto sobre "moda")??

Pensem e lembrem que a resposta que for dada à Hildegard Angel, será a mesma que será dada a centenas de pais, mães, irmãos e irmãs que tiveram seus entes queridos desvanecidos nas brumas obscuras dos Anos de Chumbo...

*Frankj Costa*

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pensamentos profundos e falta de tempo

Já faz muito tempo que nem eu nem Paulo Wallace postamos algo aqui, o blog anda bem parado!

Hoje eu estava postando em um outro que tenho e pensei que o texto poderia calhar aqui no filósofo; portanto deixo uma amostra com o link para a postagem original.

Assim faço porque o texto é cheio de referências externas e já estou muito cansado para reconfigurá-los um a um!


"...Vejo gente morta, que nos quer matar a todos, nos quer iguais!
Não porque seja o melhor, ou certo; mas porque assim é mais fácil nos controlar, mentir e matar!
E sua nova e mais recente tática é a aceitação - tácita e taciturna - dos "diferentes" em seu seio religioso e quando estes baixarem sua guarda, aqueles iniciam seu trabalho de amoldamento; para que deixemos de sermos humanos e sejamos apenas coisas!
Para encerramento, quero dizer que a maioria dos links desta postagem aponta para sites oficiais de imprensa, busquei manter este padrão por me preocupar com a 'idoneidade' da informação apresentada..."

segunda-feira, 5 de março de 2012

As incoerências dos "pró-vida" (ou os Anti-aborto)!

Com humor, George Carlin denuncia toda incoerência, hipocrisia, preconceito e ignorância social sobre o tema.

Assista ao vídeo, pense um pouco no que ele fala - ria, se der vontade - mas livre-se de toda e qualquer ideia pré-concebida antes de assisti-lo.





Sei que muitos odiarão o vídeo, e um outro tanto rirá bastante mas não prestará atenção ao conteúdo nas entrelinhas... Mas como já foi citado aqui em postagens anteriores: o aborto (legalizado, corretamente esclarecido e institucionalizado) é tanto um direto social, quanto uma questão de saúde pública.

Precisamos parar com este mercado que funciona em torno do aborto clandestino e ilegal, precisamos de uma estrutura clara, funcional e decente e precisamos de educação, tanto para o planejamento familiar, quanto para as outras questões diretamente - ou não - vinculadas com o ato de procriar.

Obrigado.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

BRT: Será sinônimo de qualidade nos transportes?

NESTE TEXTO, VOU EXPOR A VOCÊS MINHA OPINIÃO SOBRE O BRT EM BELÉM. O TRECHO ENTRE PARÊNTESES É DE AUTORIA DO FÓRUM METROPOLITANO DE DEFESA DO TRANSPORTE PÚBLICO EM BELÉM. VAMO LÁ!!!


(Pesquisador questiona BRT
Adalberto Veríssimo, do imazon, diz que o projeto de ônibus rápido aponta para a verticalização imobiliária

O projeto da Prefeitura de Belém de criação da uma via expressa para ônibus urbanos pela avenida Almirante Barroso, no fluxo Belém-Icoaraci e vice-versa, conhecido como BRT, mostra-se nocivo para o funcionamento da capital paraense, a partir de uma possível verticalização imobiliária nessa via de entrada e saída da cidade, aliada ao acúmulo de carros e à falta de outras de escoamento de veículos. O alerta foi feito ontem à noite pelo pesquisador Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O pesquisador cruzou informações com do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PA) sobre o trânsito de Belém com a densidade demográfica da cidade e identificou que, em 2005, havia 12 habitantes para cada carro; agora, são de 7 a 8 habitantes para cada carro, indicando o crescimento da frota na área urbana. O BRT e um projeto de aumento da altura de construção de imóveis na Almirante Barroso deverão ser discutidos por vereadores hoje na Câmara de Belém, inclusive, com a presença do prefeito Duciomar Costa.

Adalberto Veríssimo participou, ontem, do lançamento do Programa Belém Sustentável, em que pré-candidatos a Prefeitura de Belém (Arnaldo Jordy-PPS e José Francisco-PV) e dirigentes das siglas PV, PPS, Democratas, PSDC, PT do B e PMN assinaram a carta-compromisso do Programa Cidades Sustentáveis/Belém Sustentável, iniciativa de instituições e entidades no Brasil. A pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine (PPS), e o coordenador do Observatório Social de Belém, Ivan Costa, participaram da programação.

"Como existe o problema da falta de mobillidade em Belém, a prefeitura tem de investir em transporte público e melhorar as ciclovias e ainda descentralizar os serviços públicos que hoje em dia estão concentrados no chamado centro da cidade. Eu não sou contra a urbanização horizontal e vertical da cidade, mas as ações precisam ser feitas com planejamento. Então, os cidadãos, a Imprensa e a sociedade em geral precisam debater o Plano Diretor Urbano (PDU). No trânsito, precisamos garantir três corredores de tráfego: o prolongamento da avenida João Paulo II até o Coqueiro e a continuação da avenida Independência até o limite Ananindeua-Marituba, além do fluxo na Almirante Barroso", disse Veríssimo.
Fonte:
Postado por Fórum em Defesa do Transporte Público Belém às 09:40)

AGORA, MEU COMENTÁRIO:

1 comentários:

Paulo Wallace Feb 7, 2012 01:07 PM
Concordo que o projeto tenha este foco (também). Mas não se pode esquecer que a classe trabalhadora e a população em geral que usa ônibus terá um grande benefício em virtude da implantação do BRT, pois ele é uma alternativa mais viável do que o VLT que está sendo implantado em Cuiabá, por exemplo. Além de ser 40% mais barato do que o VLT, o BRT traz menos impactos ambientais e sociais, além de ter menor impacto no que se refere à estrutura viária da cidade. Será que nosso "sábio" pesquisador quer que nossas ruas continuem engarrafadas por causa do excesso de ônibus pequenos que circulam hoje em dia? Ou quer que as latas de sardinha enferrujadas que nós temos hoje continuem? Pelos meus cálculos, o BRT transporta até 30.000 pessoas por hora em cada sentido! Só aí já bate nosso sistema atual de 8 a 0, pois o atual só consegue transportar no máximo umas 17.000 pessoas por hora no sentido Belém Icoaraci. O ideal, também, é exigir da Prefeitura que não haja um aumento de passagens, que não hajam desapropriações, ou, se houverem, que sejam construídas casas populares sem ônus para os proprietários dos imóveis que forem demolidos, a implantação de sistema de terminais de embarque e desembarque, bilhete único com duração de 2 horas, em suma, um plano de ação paralelo à instalação do BRT. Uma das propostas que eu defendo, também, é o isolamento da ciclofaixa que existe na Av. João Paulo II nos moldes do que foi feito na Av. Almirante Barroso ou a implantação de uma na Av. Duque de Caxias (o que é improvável). Isto sim é defender o Transporte Público. Por fim, devemos, como bandeira máxima, exigir a estatização do sistema de BRT implantado e, posteriormente, de todo o sistema, para democratizar e priorizar o sistema público de transporte. Rumo ao passe livre para estudantes e desempregados, e, posteriormente, para todos, como consequência da estatização (já que os custos do transporte estarão embutidos nos impostos arrecadados). Boa luta a todos!!!

domingo, 8 de janeiro de 2012

2012!!

Seguinte, como o Paulo já disse, ele está sem acesso a internet e eu sem tempo, por isso o blog está um pouco parado, mas neste ano pretendemos organizar a casa. Para começo de conversa, nada como esperar o fim da primeira semana de janeiro para postar isto:
Para semana,

EU

me comprometo ao menos uma postagem semanal. Abraços a todos!


A ordem em que aparecem no vídeo: inglês, persa, uzbeque, swahili, ucraniano, birmanês, russo, bengali, dari, árabe, português, mandarim, francês, cingalês, pashtun, azeri, sérvio, hindi, indonésio, nepalês, kirundi, vietnamita, macedônio, somalês, tamil, kirguís, urdu, albanês, turco, cantonês, hausa e espanhol.